Elisabeth Alexandre (Canadá)
A Sonim e a suas gentes
Hoje eu canto-te Sonim
Linda aldeia la do Norte
Onde ha muito tempo
Tenho lacos muito fortes
Tua fonte de agua milagrosa
Capela do Senhor do Bonfim
Capelinha da Sra de Lurdes
Montes, vales e serras sem fim
Vou descendo pela Fonte Nova
Depois o Largo do Cruzeiro
Com mais capela e igreja lindas
Es divertida o ano inteiro
Seguindo o caminho pr'o rio
Vinhas, castanheiros e olivais
Tens a famosa perna do mouro
E tao verdes e lindos pinhais
Eu te quero aldeia linda
Nao so pelo Senhos do Bonfim
Embora fiques atras de montes
Es tao bela aldeia para mim!
1ª PRESIDENTE DA FREGUESIA DE SONIM E BARREIROS
Saúl Pessoa
É o Primeiro Presidente da Junta da Freguesia de Sonim e Barreiros, eleito pela Lista Independente "Unidos pelo Povo" com 47,4% dos votos.
Mário Marto, o seu opositor, foi candidato pela lista do PSD, tendo obtido 46,6% dos votos. Um digno vencido, que prestou serviço aos Sonienses, enquanto secretário da anterior junta de freguesia de Sonim.
A casa do Povo, agradece ao Sr. Mário Marto a colaboração prestada a esta instituição, bem como a dedicação a Sonim, assim como ao ex-presidente, Sr. Fernando Pessoa, desejando-lhe as maiores felicidades para o seu novo cargo, em representação de Sonim na Assembleia Municipal de Valpaços.
Desejamos, da mesma forma, o maior sucesso e felicidades ao novo presidente eleito, Saúl Pessoa, esperando que possa realizar um bom trabalho nos destinos desta recém criada freguesia de Sonim e Barreiros.
Torneio de Sueca
No dia 14 de Julho realizou-se mais um torneio de sueca organizado pela comissão de festas de Sonim para angariar fundos para a festa que se irá realizar no último fim de semana deste mês.
Os primeiros classificados ganharam dois cordeiros, os segundos classificados receberam dois presuntos e os terceiros classificados receberam garrafas de vinho da região.
Corpo de Deus
Realizou-se, na aldeia de Sonim, mais uma procissão para comemorar o dia do Corpo de Deus.
Como sempre as pessoas empenharam-se em enfeitar as ruas com flores e colchas nas varandas e janelas para dar passagem ao Santíssimo Sacramento.
Domingo de Ramos
O Domingo de Ramos é uma festa móvel Cristã celebrada no domingo antes da Páscoa. A festa comemora a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, quando foi recebido pelo povo que agitava ramos de oliveira e palmeira. Neste dia, são comuns procissões em que os fiéis levam consigo ramos de oliveira.
Em Sonim, a celebração do Domingo de Ramos começa na capela do São Frutuoso com a benção dos ramos e a proclamação do Evangelho da entrada de Jesus em Jerusalém. De seguida, faz-se a procissão com algumas orações e cânticos alusivos à data, até à Igreja Matriz onde é celebrada a missa solene. A Igreja recorda que o mesmo Cristo que foi aclamado como Rei pela multidão no domingo é crucificado sob o pedido da mesma multidão na sexta.
Assim, o Domingo de Ramos é um resumo dos acontecimentos da Semana Santa e também a sua solene abertura.
LEILÃO DE SONIM
No dia 10 de Fevereiro realizou-se mais em leilão para angariar fundos para a festa em honra do Senhor do Bonfim, que este ano comemora o centenário da capela. O evento decorreu pelas catorze horas e teve lugar na Casa do Povo de Sonim. Houve grande aderência tanto por parte das pessoas da aldeia, como também pelas pessoas das aldeias vizinhas.
As pessoas da aldeia, como é habitual, contribuíram com variados produtos da região, fruto do seu próprio trabalho. Foram leiloados chouriços, salpicões, presuntos, vinho, cebolas, batatas, feijão, animais domésticos vivos, bolos caseiros, compotas, entre outras iguarias.
Surgiram também cestas enfeitadas, que revelaram a imaginação e criatividade de algumas pessoas, e repletas dos mais diversos produtos da terra que causaram grande entusiasmo nos participantes do leilão.
Para gerar um ambiente agradável e criar camaradagem entre as pessoas, a comissão de festas colocou ao dispor dos participantes presunto, pão e vinho.
A comissão de festas agradece a colaboração de todos os participantes.
As pessoas da aldeia, como é habitual, contribuíram com variados produtos da região, fruto do seu próprio trabalho. Foram leiloados chouriços, salpicões, presuntos, vinho, cebolas, batatas, feijão, animais domésticos vivos, bolos caseiros, compotas, entre outras iguarias.
Surgiram também cestas enfeitadas, que revelaram a imaginação e criatividade de algumas pessoas, e repletas dos mais diversos produtos da terra que causaram grande entusiasmo nos participantes do leilão.
Para gerar um ambiente agradável e criar camaradagem entre as pessoas, a comissão de festas colocou ao dispor dos participantes presunto, pão e vinho.
A comissão de festas agradece a colaboração de todos os participantes.
CINEMA AO AR LIVRE EM SONIM
DIA 10 DE AGOSTO ÀS 20:OOh NO LARGO DO SANTO CRISTO EM SONIM. NÃO FALTE.
21:00h - Repetição do Filme "Recordação e Saudade a Preto e Branco"
Filme sobre as gentes e costumes de SONIM
21:40h - A Invenção de Hugo, é um filme recente do ao de 2012,
que mereceu as melhores criticas cinematográficas.
RUBRICA: CONTA-ME COMO FOI...
Testemunho de: Belmira Conceição Fernandes
"O Diabo também tem boas horas"
Natural de Mouçós, casou em Sonim há muitos anos atrás e partiu para a Suíça para se juntar ao filhos que, como tantos outros, partiram em busca de melhores condições de vida. Mãe de sete filhos, todos eles emigrados, recorda agora algumas das suas histórias de mocidade.Em tom de animada confraternização, a Tia Belmira, assim carinhosamente tratada por muitos, conta a história de uma jovem mulher que, muitos desgostosa com a vida e, particularmente com os pais, decidiu rumar à capital do nosso país em busca de trabalho e, quem sabe, um grande amor… Sonho acalentado por muitas jovens casadoiras da época.
Reza a história que a mulher, quando ia no comboio, encontrou-se com um homem que, depois de ouvir a sua triste história, tentou demovê-la a prosseguir caminho e aconselhou-a a voltar para trás porque, segundo augúrio do misterioso homem, ir-se-ia arrepender. Animada, tia Belmira prossegue a história dizendo que a rapariga permaneceu uns tempos em Lisboa mas a vida não lhe correu de feição e, volvido algum tempo, sem trabalho, esperança e com um filho na barriga, não encontrou outra solução que não fosse regressar à terra.
No regresso, encontrou novamente o mesmo homem que da última vez e questionou-a sobre o que ali estava a fazer. A rapariga, levemente envergonhada, acedeu e explicou tudo porque tinha passado. Num tom reprovador, o homem retorquiu: “Eu não te tinha avisado?”. Muito agastada e envergonhada, a rapariga nada mais se lembrou do que responder: “Foi o diabo que se meteu na minha vida!”.
Muito rapidamente e sem se dar conta, a rapariga sentiu uma dor muito forte de um valente estalo que o homem lhe deu, ao mesmo tempo que barafustava com ela: “O diabo sou eu e dei-te bons conselhos”. Tia Belmira remata a história dizendo que a moral da mesma é que o diabo também tem boas horas.
RUBRICA: CONTA-ME COMO FOI...
Testemunho de: Maria do Céu Alves Pessoa
"Vida de Comerciante"
Maria do Céu Alves Pessoa, natural da freguesia de Sonim, conta-nos como foi a sua vida de comerciante no tempo em que ainda era jovem. Casada com José Teixeira, teve duas filhas e um filho que acabou por falecer aos quinze anos de idade. Hoje, diz ser uma mulher feliz, com dois netos, duas netas e três bisnetos gémeos, que diz serem os olhos da sua cara. Recorda assim os tempos de comerciante:“O meu marido trabalhava no fogo com o pai e montámos uma mercearia aqui em Sonim e mais tarde um Café. Ainda era uma rapariga nova e já tinha três filhos quando, o meu marido, foi para o Canadá à procura de melhores condições de vida, e eu fiquei cá a tomar conta da mercearia. Foram tempos difíceis, mas os meus filhos ajudaram-me muito.
Naquela altura tinha muitos clientes que faziam as compras ao final do mês. Levavam uma canastra cheia por vinte escudos e ainda bebiam uma cerveja. Tinha a mercearia toda avulso, em sacos de 75 Kg que se pesavam em cartucho de papel de 0,5 Kg 1 Kg. O arroz, a farinha e o açúcar estavam em “tulhas”.
Foi o primeiro comércio a ter televisão e funcionava como espécie de um cinema, onde as pessoas traziam os seus banquinhos de casa para verem a Tourada, o Festival da Canção e os Ranchos Folclóricos.
Também tínhamos uns matraquilhos que eram o entretenimento dos mais jovens.
No meu comércio vendia um pouco de tudo, desde os pregos para a construção civil até aos comprimidos para a dor de cabeça.
Chegavam a vir pessoas de outras aldeias para fazerem compras aqui na minha mercearia.
Com o tempo a vida foi-se modificando. As pessoas começaram a emigrar, a trazer dinheiro e a procurar novas diversões.
Hoje em dia, as condições de vida melhoraram e as pessoas já têm meio de transporte próprio e já vão às compras a grandes superfícies. Felizmente, ainda há as que preferem o comércio tradicional e reconhecem que alguns produtos são de melhor qualidade.”
RUBRICA: CONTA-ME COMO FOI...
Testemunho de: Glória Alves
"A Ovelha e o Lobo"
Esta história verídica passa-se em Pardelinha, há cerca de 76 anos, quando em muitas aldeias a visita dos lobos e raposas era uma constante.
Conta-nos a Ti Glória Bobadela Alves, uma ilustre viúva desta aldeia, com a bonita idade de 86 anos que, ao tempo com cerca de 8 anos, juntamente com sua irmã Teresa, mais velha 2 anos, andavam no monte a guardar um rebanho de ovelhas, tarefa que faziam regularmente, senão quando viram um lobo a abocanhar os quartos traseiros de uma ovelha. Perante tal cenário, sua irmã Teresa, corre a agarrar os chifres da ovelha, de tal forma que o lobo, perante tal acto de coragem, a largou e foi procurar almoço para outras bandas.
Depois de passada a aflição em que estiveram envolvidas e do perigo porque passaram, riram-se de contentes porque, pelo menos, desta vez, o lobo foi obrigado a fazer dieta sem a ovelhinha da Ti Glória.
RUBRICA: CONTA-ME COMO FOI
Testemunho de: Diamantina Pessoa
"Caçador
esfomeado…"
Há 77 anos atrás, havia muitas famílias que passavam fome, muitos sem um único alimento para dar a os seus filhos.
Conta-nos a Tia Diamantina Pessoa, de 87 anos, “quando eu era pequena, andava um caçador à caça e encontrou quatro lobitos, estavam no ninho e a mãe não estava por perto. Como era um caçador pobre e tinha filhos para alimentar, pegou nos quatro lobitos e foi pelas aldeias para ver se alguém lhos comprava. Na sua primeira paragem, Fiães, ficaram-lhe com um dos quatro lobitos em troca de batatas; chegado a Sonim dirigiu-se a casa de um pastor, que lhe respondeu “tomara eu ter pão para os meus filhos” e depois passou por uma varanda onde estavam algumas pessoas para cortar o cabelo como não se encontrava ali nenhum pastor, o caçador ficou desiludido pois não conseguia vender os lobitos.
Meu avô depois de ouvir o caçador dizer «fiz mal ter tirado estes pobres lobitos do ninho e de junto da sua mãe, para me alimentara mim e aos meus filhos», deu-lhe de comer ao pobre caçador.
Por fim, como não encontrou ninguém, em Sonim, que lhe ficasse com os restantes lobitos, o caçador seguiu viagem em direção as aldeias vizinhas.”
RUBRICA: CONTA-ME COMO FOI...
Testemunho de: Isaura Calhais
"Trabalho de sobrevivência!"
Antigamente, as pessoas para sobreviverem tinham que trabalhar desde muito cedo. Uma maneira de arranjarem alimento para si era trabalharem para outras pessoas, e eram pagas com comida, e algumas vezes em dinheiro.Conta-nos a Tia Isaura Calhais “Na minha mocidade, andei a apanhar amoras para pagar as cotas da Casa do Povo de Sonim. Subia a muros e paredes para as apanhar. Depois o estado teve pena de mim e acabou por me dar uma quantia para eu poder pagar as minhas cotas e para me poder governar.Andei sempre a trabalhar, para me sustentar a mim e à minha família andei a apanhar lenha para as famílias mais ricas da aldeia. Muitas das vezes imos trabalhar eu e o meu marido, eramos chamados para apanhar laranjas, apanhar lenha, entre outros trabalhos.”Esta senhora é a prova de que muitos foram ao longo das suas vidas “escravos” do trabalho para se poderem governar e para que nada faltasse na vida, deles e da sua família.
CASA DO POVO DE SONIM RECEBE NOVA PEÇA DO GRUPO DE TEATRO LORDELENSE COM CASA CHEIA
Abertura do Evento
com o Grupo Musical da Universidade Sénior de Valpaços
Representação da peça "O Pinto Calçudo"
pelo o Grupo de Teatro de Lordelo
Sonienses e amigos que assistiam ao evento

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